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"A Secretaria de Segurança Pública não tolera qualquer tipo de desvio", diz Marcelo Werner

"A Secretaria de Segurança Pública não tolera qualquer tipo de desvio", diz Marcelo Werner

Por Redação

13/08/2025 às 07:03

Imagem de "A Secretaria de Segurança Pública não tolera qualquer tipo de desvio", diz Marcelo Werner

Foto: Vagner Souza / PS Notícias

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, quebrou o silêncio nesta terça-feira (12) e comentou pela primeira vez as investigações que apuram um suposto esquema de desvio de armas, com participação de policiais do estado.

Em vídeo divulgado à imprensa, Werner afirmou que operações estão em andamento para identificar e responsabilizar os envolvidos.

“Reafirmamos que a Secretaria de Segurança Pública não tolera qualquer tipo de desvio de conduta ou prática criminosa por parte de seus profissionais. Estamos fortalecendo as corregedorias, tanto setoriais quanto gerais, e conduzindo operações policiais direcionadas a agentes suspeitos”, declarou o secretário.

Entenda o caso

As investigações ganharam novos contornos após a divulgação de vídeos obtidos pela TV Bahia. Nos depoimentos, o delegado Nilton Tormes é apontado como o responsável por autorizar a execução de um informante durante uma operação em julho de 2024, no município de Lauro de Freitas. A ação resultou em duas mortes e no desvio de parte de um arsenal.

O soldado Ernesto Nery afirmou que, após o grupo localizar um bunker com armas e munições, um policial questionou Tormes sobre o que fazer com Joseval Santos Souza, informante que indicou o local. Segundo Nery, o delegado teria respondido: “Dê o destino”. A frase foi interpretada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como uma ordem de execução.

Dias depois, Joseval e seu enteado, Jeferson Sacramento, foram encontrados mortos, com marcas de tortura e perfurações de tiros.

As investigações — que tramitam sob segredo de Justiça — também apontam que Nilton Tormes e o cabo Tibério do Vale tentaram pressionar o delegado Adailton Adam a encerrar o inquérito. Apesar disso, os policiais Ernesto Nery, Roque de Jesus Dórea (conhecido como Capitão Dórea) e o ex-PM Jorge Adisson foram presos em agosto de 2024, em posse de armas, drogas, dinheiro e parte do armamento retirado do esconderijo.

Marcelo Werner reforçou que o processo segue sob sigilo judicial, mas destacou o compromisso da SSP-BA com a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização de todos os envolvidos.

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